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E se nada voltar ao normal?

Por Gabriel Neves.

Atualmente passamos por um momento estranho a qualquer coisa que já tenhamos vivido.

Amedrontador para alguns, inconveniente para outros e bom para outrem.

BOM?! Sim!!! Tem muita gente faturando e expandindo nessa situação.

Mas vamos lá, primeiramente eu acho a palavra crise ainda muito forte para definir essa situação. Mas, porquê? Porque vai nos faltar definição futuramente. Vamos enfrentar um baita mau estar na saúde, óbvio, um mau momento nos serviços públicos no geral e principalmente um mau momento financeiro. Não que já não vivenciamos isso, mas porque ainda tem afetado de forma brusca apenas uma fatia da população.

Mas antes de destrinchar esse assunto, você deve estar se perguntando se está lendo esse texto no lugar certo. Sim, esse é um blog de uma agência de publicidade e não uma matéria de um jornal, só quis fazer essa introdução para reforçar meu ponto de vista.

Primeiramente, só queria esclarecer que o objetivo desse blog não é te vender nada e nem que você baixe um PDF para se transformar em dados em um banco para futuros anúncios. Nosso objetivo aqui é ajudar! Afinal, ganharia mais utilizando meu tempo e minhas palavras em uma reunião para captação de clientes ou apresentando alguma campanha a algum cliente que já temos.

Agora vamos ao que interessa! “Momento amedrontador para alguns, inconveniente para outros e bom para outrem.”

Empresários de vários setores vivenciam a amarga experiência de ver seu ramo de atuação fechado por determinação da ordem pública, setores como turismo, viagens, eventos, entretenimento e uma vasta gama de mercados estão enfrentando essa situação sem a certeza de quando poderão voltar a atuar, de como será daqui pra frente e se conseguirão manter seus negócios vivos.

Enquanto isso, outros setores são afetados por terem que abrir seguindo normas quanto a horários, circulação de pessoas, procedimentos de higiene e demais restrições impostas pelos órgãos competentes. Alguns destes tem aumento nas vendas, ou pequenas quedas, mas tem conseguido se manter funcionando, se adequando a situação e se utilizando dos benefícios que o setor público tem disponibilizado para o custeio de colaboradores e até mesmo as linhas de créditos emergenciais liberadas para os empresários.

E por último os mercados que tiveram crescimento exponencial de forma acelerada, como fabricantes de produtos de higiene, como álcool, luvas e máscaras, os deliverys, supermercados e por aí vai. Cada setor com sua particularidade, tem visto seu faturamento aumentar de forma fora da curva.

Seja qual for a sua situação, você precisa repensar seus processos e planejar suas futuras ações. Você precisa se adequar e empreender.

Mas claro, você já está cansado de saber disso. Mas como disse, o meu intuito é fazer você refletir.

Primeiramente, claro, sobre reservas de emergência e capital de giro. Seja você dono, sócio, acionista ou o que for dentro de uma entidade, você é um FUNCIONÁRIO. Você deve ser remunerado pelo seu trabalho como um colaborador qualquer, afinal o lucro da empresa deve ser reinvestido e poupado pela mesma a fim de poder aprimorar, investir e sustentar a sua operação. Não misture seus gastos e dívidas com a saúde financeira da empresa, joga aí no Google: “Princípio da entidade”. É o primeiro passo para o seu negócio se transformar numa empresa de verdade.

Se até organizações bem estruturadas e com ótimo planejamento estratégico estão sofrendo com essa crise, imagine se você pode se dar ao luxo de deixar a sua operação seguir conforme o mercado a levar.

Seja qual for sua situação atual, você precisa empreender. Comece focando na dor do seu cliente. Empreender é curar uma dor que a sociedade tem, os resultados virão. Foque no processo e não nos resultados, pois os processos é que são responsáveis por fazer sua operação seguir o caminho desejado e não o desejo pelo sucesso. Afinal desejo todo mundo tem…

Sua empresa pode estar parada, funcionando de forma precária, ou faturando como nunca, sua obrigação é se aprimorar. Não dá pra esperar a crise passar, pois imagine seu concorrente que ao invés de parar de operar está lutando para sobreviver vendendo máscaras; ou o seu concorrente que ao invés de focar em um mercado que está enfraquecido, está buscando um novo nicho para implementar e que você julga idiota e que não vá funcionar; ou até mesmo o seu concorrente que está com o faturamento elevado como o seu, mas ao invés de aproveitar a situação e desfrutar da boa maré, está investindo e expandindo seu negócio, quando a pandemia passar quem você acha que estará mais forte para disputar o mercado? Você que ficou esperando ou ele que continuou lutando? Quem estará mais forte? Mais estruturado? Com o “motor aquecido”?

Se hoje você é obrigado a oferecer uma facilidade para o cliente, como entrega, compra pelos meios digitais, atendimento diferenciado, promoções e similares, porque quando não houver pandemia seu cliente deixaria de optar por uma empresa que segue oferecendo esses serviços, para voltar a consumir o seu produto/serviço da maneira “normal”? Porque ele abriria mão da facilidade e da comodidade?

Então pense, estamos passando por uma adequação temporária ou por uma evolução permanente? Se você vem de um mercado físico e foi obrigado a ir para o digital, você realmente acha que no futuro vai poder voltar para atuação apenas no físico?

Reflita bem sobre a situação, aprimore seus questionamentos para depois ir buscar as respostas para as perguntas certas. Procure ajuda, busque informação, use os meios de comunicação da forma correta, aja de forma inteligente.

É tempo de agir, não de reclamar.